Opinião

Sobre as primeiras impressões

Um destes dia perguntavam-me sobre a importância das primeiras impressões, da marca que deixamos nos outros e a possibilidade de a mudarmos.

Confesso-vos, tenho um grande fascínio pelo universo das primeiras impressões. Pelo que dizem de nós, do que somos, de onde vimos e do caminho que ainda vamos fazer. Há qualquer coisa de singular na forma como agimos sobre a informação que recebemos do outro. Fácil seria culpar o nosso cérebro: por precisar de atalhos para arrumar pessoas e ideias, por ser rápido de mais a reagir e lento de mais a (re)construir. Mas não vamos por ai, não hoje.

Li isto em qualquer lado, ficou-me na memória: Uma impressão é sempre uma reprodução, uma marca nossa que deixamos no outro. E quanto mais diferentes achamos ser mais forte ela se pode revelar. Às vezes somos bastante primitivos a lidar com a desarmonia, não somos? Ainda assim gosto de acreditar que apenas acontece por sermos genuínos na curiosidade pela descoberta do outro, por nos deixarmos apaixonar e vermos os outros como um complemento à nossa própria existência. Gosto de acreditar, mas não tenho a certeza que seja sempre verdade. 

Mas não nos preocupemos muito com isto das primeiras impressões. Há memórias difíceis de apagar? Há, mas imaginem o trabalho que daria agradar a toda gente.

P.S.1: Desde miúda sempre gostei de acrescentar notas nas cartas que escrevia. Deve ser coisa de gente das Beiras, o tempo tem um ritmo próprio por lá e as conversas parecem não acabar, há sempre mais qualquer coisa a dizer.

P.S.2: Se puderem aproveitem para celebrar aquelas relações que começando mal, hoje são para a vida.

Autor

Sonha em construir uma casa no Trisio. Acredita que sonhar não custa e por isso gosta de ter os pés um pouco levantados do chão.