Petricor

PETRICOR

PETRICOR

(do grego, petros, “pedra” + ichor, “sangue dos deuses”)

Sincronicidades

(Pessoas, Planeta, Comunidades, Prosperidade, Paz – e Liberdade) 

No momento em que me sento em frente ao teclado existem 7 791 944 712 pessoas no mundo.
Deparo-me com as estatísticas e confirmo as percentagens: os países mais desenvolvidos tendo apenas 1/5 da população do planeta, consomem cerca de 70% da energia, 85% da madeira e 75% dos metais, e detêm 4/5 dos rendimentos mundiais.

O aumento da população mundial é o rei dos quebra-cabeças, pois quantos mais formos menos a terra consegue sustentar as nossas necessidades. Impera assim a nossa responsabilidade de garantir a sustentabilidade do modelo de desenvolvimento, potenciando a base de recursos endógenos, promovendo a eficiência de subsistemas – energia, mobilidade, água e resíduos – e melhorando a capacidade de resposta aos riscos e aos impactes, nomeadamente os relacionados com as alterações climáticas, e particularmente na nossa zona do pinhal, aos fogos florestais.

Temos a missão de nos envolvermos todos nos desafios da resiliência e do desenvolvimento sustentável. E um agricultor, um professor ou um político têm todos opiniões diferentes, e todas relevantes, sobre como fazê-lo nas comunidades onde vivem. Só com o envolvimento de todos conseguiremos comunidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis, como preconiza o 11º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Mas o que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)?

Os ODS e a Agenda 2030, adotados por mais de 190 países (a quase totalidade dos países do mundo), no contexto das Nações Unidas, são a visão comum para a Humanidade e são fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos.

Os ODS abordam as várias dimensões do desenvolvimento sustentável – social, económico e ambiental – e criam um modelo global para erradicar a pobreza e a fome, promover a dignidade e a igualdade de todos, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas, e garantir que todas as pessoas tenham paz e prosperidade.

São 17 ODS e deverão ser analisados com o espírito de parceria e pragmatismo para que possamos fazer as escolhas certas para melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos, desta e das futuras gerações. Os objetivos são interconectados – o sucesso de um ODS envolve o combate a temas que estão associados a outros objetivos.

Governos, empresas e sociedade civil são chamados a requerer estas ações que permitam gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica e climática e numa cultura da paz. Esta batalha trava-se a nível local e a nível global, nos países mais pobres e mais ricos, sendo que estes têm a obrigação particular de estar ainda mais comprometidos com esta alteração de paradigma, pelas razões que referi inicialmente.

Mas em qualquer local do mundo, e se queremos torná-lo um lugar melhor em que possamos viver (e sobreviver) teremos que assumir esta missão. Todos!

Lanço-vos o desafio deste compromisso, e remato com uma reflexão do Einstein, tão a propósito deste empenho com o planeta, a natureza, as pessoas – e a Liberdade. Sim, porque estando nós em confinamento social ou não, esta liberdade de que o Einstein nos fala é possível e traz-nos “segurança interior”. Sincronicidades.

«O ser humano é parte de um todo, chamado por nós de “Universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele percebe-se a si mesmo, aos seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto (…) uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão é uma forma de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e à afeição a poucas pessoas próximas de nós.
A nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos dessa prisão, expandindo a nossa compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e toda a natureza no seu esplendor. Ninguém é capaz de conseguir isso completamente, mas apenas o empenho para tal conquista é, em si próprio, uma parte da libertação e uma base sólida para a nossa segurança interior.»

Autor

Tem uma adição desde que se conhece: a curiosidade. Adora viajar. E fá-lo muitas vezes, principalmente dentro da sua cabeça.