Música

Uma das coisas (certas) que fiz, durante o meu isolamento, em Oleiros

Fui surpreendido com a chegada de mais uma Segunda-feira. Embrenhado na alternância desgastante dos meus afazeres de vários chapéus – coisa que, embora pouco eficiente, por vezes até pode ser conveniente – foi uma sorte ter-me ocorrido às 13h que o artigo da Resina de hoje era o meu.

Em Abril, durante o meu isolamento, em Oleiros, nasceu uma canção (na verdade nasceram várias, mas quero destacar uma que serve de aperitivo ao próximo álbum dos SENZA). É uma canção que reflecte sobre os ecrãs, numa altura em que estes também nos aproximam das pessoas. Uma canção que reflete sobre tecnologia e isolamento.

Do que foi escrito sobre a canção, destaco um excerto que considero que sintetiza perfeitamente o que penso:

A parceria com o Carlão […] resultou numa canção engenhosamente arrojada em que os três músicos questionam se as tecnologias – e, em particular, os ecrãs – ajudaram a humanizar a experiência do recente isolamento social ou, pelo contrário, vêm antes anestesiando a humanidade.
“Sozinha no Mundo” pode gerar reflexões profundas sobre uma atualidade sem paralelo na história recente, mas, com um balanço ritmado, novos instrumentos, drum machines e samplers que fundidos com o hip-hop, apelam também ao que não deve faltar na vida de ninguém: otimismo, incentivo e, de forma discreta ou mais vigorosa, uma inevitável vontade de dançar.

E eis a canção, espero que gostem.

Autor

Metade músico, metade produtor, metade apaixonado por viagens, metade inquieto profissional.