Geral

A origem da coisa

Poucas serão as coisas que alguma vez apareceram espontaneamente, do nada.
Sou obrigado a ressalvar a excepção dos fenómenos da criação. Sim, esses mesmos: a criação musical, a criação literária, a criação de todas as formas de veicular emoções…

Que terá este parágrafo de abertura, a ver com esta plataforma online a que resolvemos chamar RESINA? Para além do mais, nada justifica leituras jocosas das noções do divino, quando quem as escreve resolve não clarificar a sua posição em relação ao assunto – o leitor podia parar já e nunca mais voltar a este sítio na Internet – não faça isso, prometo que ambos vamos poder testemunhar daqui em diante a criação de um espaço único.

Este espaço é novo. Ainda cheira a novo e resolvi fazer-lhe um risco na pintura logo no primeiro parágrafo. Tal e qual como nos carros, o primeiro risquinho é o que custa mais. Curioso que não tenho particular interesse em discorrer aqui perspectivas filosóficas, mas senti a pressão de abrir com uma curtíssima ideia sobre a geração espontânea das coisas e relacioná-la com um dos fenómenos que mais admiro: a criação artística. Esta minha paixão levou a que, juntamente com outros entusiastas que gradualmente por aqui se irão revelar, criássemos este espaço a que chamámos RESINA.

RESINA porque somos maioritariamente oriundos da zona tradicionalmente denominada como Pinhal Interior. RESINA porque esta é uma seiva especial que regenera e revitaliza o pinheiro. RESINA porque soou bem.

Interessa-nos a cultura. Interessa-nos o mundo, aquele que é nosso – aos nossos pés – e todo o outro. Este é um lugar para a liberdade temática e para a construção de espaços de possibilidades, para um futuro cultural colectivo e aberto ao debate.

Este é uma espaço para convites à reflexão, para o aumento do espírito crítico. Queremos que a RESINA seja um bom ponto de partida (e de chegada!) para todos olharmos o mundo e o espaço próximo que nos rodeia, no período desafiante que atravessamos.

E queremos fazê-lo juntos.

Voltando ao tom que abriu este texto, façamos deste local o nosso templo. Que seja este o local para observarmos o mundo em conjunto e para testemunharmos a criação de todas as formas de expressão. Que seja este um espaço para o exercício da liberdade. Que seja este um espaço para a cultura do espírito crítico. Que seja este um bom ponto de vista, partilhado, para a discussão descomplexada. Um espaço para abrirmos a nossa identidade ao mundo, de todos e para todos.

É que, tal como a resina, também nós somos a seiva, o sangue e a vida de uma região.

Somos RESINA. Ei-la, é vossa.

Autor

Metade músico, metade produtor, metade apaixonado por viagens, metade inquieto profissional.